segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Brochuras - Doenças Transmitidas por Vectores e Qualidade do Ar Interior

Como faz parte do nosso âmbito funcional como técnicos de Saúde Ambiental, deixo aqui duas brochuras realizadas pela ARS -  Algarve.

 Doenças Transmitidas por Vectores



 Qualidade do Ar Interior

 

Recomendações para o Frio

Nesta época de frio, deixo aqui algumas recomendações da Direcção Geral da Saúde: 


Recomendações para o frio:

A exposição ao frio pode ter consequências graves para a saúde. Os problemas de saúde mais comuns directamente associados ao frio são o enregelamento e a hipotermia.

Para prevenir os efeitos do frio na saúde tenha em atenção as recomendações geraisO frio é também responsável pelo agravamento de doenças, particularmente, cardíacas e respiratórias.

Os grupos mais vulneráveis ao frio são:


- Bebés e pessoas idosas
  • Muito susceptíveis: não têm grande percepção das alterações de temperatura, isto é, não sentem muito frio no Inverno, tal como não sentem muito calor no Verão.
Estão também particularmente em risco as pessoas que:
  • Têm doenças crónicas, em especial cardíacas, vasculares, respiratórias, reumáticas, diabetes e doenças da tiróide;
  • Têm perturbações da memória, problemas de saúde mental, alcoolismo, ou demência;
  • Tomam certos medicamentos como psicotrópicos ou anti-inflamatórios;
  • Têm redução da mobilidade;
  • Têm dificuldades na realização das actividades da vida diária;
  • Estão mais isoladas;
  • Estão em situação de exclusão social.
As pessoas que se incluam num grupo vulnerável devem atender às recomendações gerais para o frio e às recomendações para grupos vulneráveisSaiba como pode prevenir-se e actuar em situações de muito frio.


Informação adicional - Mantenha-se atento aos avisos das Autoridades de Saúde, do Instituto de Meteorologia e da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Em caso de emergência ligue o 112.

Para mais informações ligue 808 24 24 24

Mais: www.dgs.pt 

Semana IV


A quarta semana iniciou-se com uma deslocação ao Centro de Saúde de Loulé, ao serviço de Saúde Pública. Esta deslocação apresentava o objectivo de efetuar vistorias a Clínicas Dentárias, conjuntamente com a TSA Sara e a Higienista Oral Sofia. As vistorias ocorreram de acordo com o Decreto-lei n.º 279/2009 de 6 de Outubro e da Portaria n.º 268/2010 de 12 de Maio. Estas vistorias foram efetuadas em Clínicas situadas em Almancil.

A primeira vistoria evidenciou algumas lacunas da respectiva clínica tais como:

- A utilização do mesmo contentor para resíduos dos Grupos III e IV, ou seja, havia a mistura dos dois tipos de resíduos no mesmo contentor;
- Na sala de esterilização, não existia uma barreira física, que separa as zonas suja e limpa;
- Na mesma sala eram efectuadas recolhas de sangue a pacientes;

Na segunda vistoria, parecia estar tudo em ordem, na vertente dos aparelhos e na utilização dos espaços, no entanto havia falta de documentos devido ao facto dos proprietários serem estrangeiros e de alguns documentos estarem noutra clínica.

No mesmo dia, como complemento das vistorias efectuei em conjunto com a TSA Sara os relatórios das vistorias, descrevendo em pormenor as lacunas encontradas.

No dia seguinte, desloquei-me ao Concelho de Albufeira, para efetuar novas vistorias com o TSA Carlos Lopes e a equipa da Câmara Municipal de Albufeira. Neste dia efetuamos vistoria a dois locais: uma Clínica Dentária e a um Stand de Venda de Automóveis no Concelho de Albufeira. Em ambas as situações não havia inconformidades a registar em termos de Saúde Pública, as instalações sanitárias assim como todos espaços possuíam ventilação de acordo com a legislação em vigor.

Como já vem sendo hábito, nos dias em que não há trabalhos de campo, faço consulta da legislação e normas em vigor, que servem de apoio às atividades em Saúde Pública.


Legislação para consulta:


Decreto-lei n.º 279/2009 de 6 de Outubro - Estabelecimento do regime jurídico a que ficam sujeitos a abertura, a modificação e o funcionamento das unidades privadas de serviços de saúde. 


Portaria n.º 268/2010, de 12 de Maio - que estabelece os requisitos mínimos relativos à organização e funcionamento, recursos humanos e instalações técnicas para o exercício da actividade das clínicas e consultórios dentários.





Semana III


A terceira semana, iniciou-se com colheita de amostras de alimentos, no Âmbito do Programa de Promoção da Qualidade Microbiológica das Refeições em Refeitórios Escolares, em duas Escolas do Concelho de Olhão. Estas colheitas foram efetuadas conjuntamente com a TSA Cármen do Centro de Saúde de Faro. Após as colheitas estas foram entregues por nós, no Laboratório de Saúde Pública Dr.ª. Laura Ayres, para posterior análise dos alimentos.

No dia seguinte, deslocamo-nos a São Brás de Alportel, a TSA Carmelo e eu para novamente efetuarmos colheitas de amostra de água para análise Bacteriológica nas Piscinas Municipais de S. Brás de Alportel ,Centro de Reabilitação do Sul e ao Refúgio  Aboim Ascenção para dar cumprimento ao Programa de Vigilância Sanitária da Qualidade da Água em Piscinas Aquecidas, assim como ao Programa de Controlo que efetuamos no C.M.R.S. respectivamente. Também foram efetuadas colheitas de amostra de água para Consumo Humano na Rede Pública do Concelho de São Brás de Alportel, no Âmbito do Programa de Vigilância Sanitária da Qualidade da Água para o Consumo Humano do referido Concelho e a sua ulterior entrega no L.S.P Dra. Laura Ayres.











No dia seguinte também efetuei colheita de amostras de água para análise Bacteriológica e Físico-química, conjuntamente com a TSA Rosário, no Centro de Desabituação de Olhão, no Centro de Saúde de Pechão e da Fuseta, nas Piscinas Municipais de Olhão, num Estabelecimento de Restauração e outro de Bebidas. Estas colheitas estão também incluídas nos programas anteriormente referidos e posteriormente as colheitas foram por nós entregues no Laboratório de Saúde Pública.









O TSA é sempre o responsável: desde o pedido de todo o equipamento para as colheitas, conservação e manutenção no Centro de Saúde respetivo, preparação do mesmo, técnica de colheita e sua entrega no Laboratório.


Directiva CNQ N.º 23/93 - A Qualidade nas Piscinas de Uso Público: http://www.apppages.com/DIRECTIVA_CNQ23_93.pdf

Semana II


A segunda semana de Estágio iniciou-se com a colheita de amostras de alimentos, no Âmbito do Programa de Promoção da Qualidade Microbiológica das Refeições em Refeitórios, em três Escolas do Concelho de Olhão. Estas colheitas foram efetuadas em equipa com a TSA Cármen e as amostras foram entregues posteriormente no Laboratório de Saúde Pública Dra. Laura Ayres, a minha participação nesta atividade foi registada como podem ver nas imagens que a seguir apresento.








No dia seguinte, desloquei-me ao Centro de Saúde de Albufeira, para com o TSA Carlos Lopes efetuar vistorias conjuntas com a equipa da Câmara Municipal de Albufeira. A primeira vistoria realizou-se num Centro de Estética, a pedido do Proprietário da mesma, para efeitos de “Licença de utilização”, ou seja esta vistoria serve para verificar se as obras estão de acordo com o fim a que se destinam. No local como aspectos em não conformidade constatámos que no espaço apenas havia uma Instalação Sanitária para clientes e funcionários do Estabelecimento, desta forma teria que ser partilhada, a ventilação estava incorrecta  não havia entrada de ar do exterior para o local, de modo a dar cumprimento à Legislação em vigor.

A segunda vistoria, foi a um Estabelecimento de Bebidas, um Bar, este estabelecimento não cumpre a legislação relativamente à exaustão de fumos, ou seja, segundo o RGEU, a conduta de exaustão de fumos deverá elevar-se, pelo menos, 50 cm acima da parte mais elevada da cobertura do prédio e manter um raio de 10 metros das edificações contíguas, neste caso não acontece, devido a questões arquitetónicas. No entanto o estabelecimento tem um equipamento com carvão ativado para o tratamento dos fumos, e permite aparentemente o correto funcionamento do estabelecimento. No entanto o 8º art. Decreto-lei n.º 234/2007 de 19 de Junho, refere que pode haver dispensa de requisitos desde que não ponha em causa questões de salubridade e segurança do estabelecimento. Para além das vistorias, também estive com o TSA Carlos Lopes a ver projetos para efeitos de aprovação da sua construção, na Câmara Municipal de Albufeira. Avaliámos e demos parecer Sanitário a um Estabelecimento Hoteleiro e outro de Restauração e Bebidas.


No dia seguinte desloquei-me ao Aeroporto de Faro, com as TSA Cármen e Rosário no Âmbito do Programa de Vigilância da Qualidade da Água no Aeroporto Internacional de Faro. Este programa consiste na colheita de amostras de água, em diversos pontos previamente definidos, assim como a leitura dos valores do Cloro residual livre (cl), pH e temperatura. Estes valores são sempre registados nos boletins de colheita de amostra de água. Como já referi, em todas as atividades, participo sempre ativamente com os meus colegas. Após a conclusão das colheitas as mesmas foram por nós entregues no LRSP Dra. Laura Ayres.










No dia seguinte, desloquei-me de novo ao Concelho de Albufeira para fazer parte da Comissão de Vistorias com o TSA Carlos Lopes e a equipa da Câmara Municipal de Albufeira. As vistorias foram efetuadas ao Parque Aquático Temático da Região (Zoomarine), mais concretamente às Instalações para a reprodução Cinemática de 4D, porque sofreram alterações e é necessário parecer da Câmara Municipal e dos Serviços de Saúde. Em termos de Saúde Pública não havia inconformidades a assinalar. A segunda Vistoria efectuada foi a um pequeno Estabelecimento Comercial situado no Centro da Cidade de Albufeira, que do ponto de vista de Saúde Pública não havia inconformidades a registar.

No último dia da semana, efetuámos uma vistoria a uma habitação. Esta deslocação resulta de uma queixa efetuada pelos proprietários da mesma, que referem as actividades produzidas no edifício vizinho estar a danificar a estrutura da habitação, ou seja, no edifício vizinho encontra-se um Armazém de congelados com arcas frigoríficas a funcionar 24h por dia. Os Proprietários da habitação alegam que as actividades produzidas danificam a habitação, a queda de azulejos e degradação de paredes bem como a produção de ruído perturbador. Como resultado da vistoria efectuada, concluímos que devido à idade da habitação, as actividades profissionais efectuadas não são a causa para a degradação da habitação.



Decreto-Lei n.º 234/2007 de 19 de Junho - Regime jurídico a que fica sujeita a instalação e a modificação de estabelecimentos de restauração ou de bebidas: http://dre.pt/pdf1sdip/2007/06/11600/38853890.pdf


Decreto-Lei n.º 9/2007 de 17 de Janeiro -  Regime Geral do Ruído: 
http://www.amde.pt/document/447750/454023.pdf





terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ARS Algarve -Centro de Documentação de Saúde Ambiental

No site da ARS Algarve está disponível alguma documentação relativa ao Departamento de Saúde Ambiental, passo a disponibiliza-la:


Águas Balneares e Saúde Pública;
Programa de Vigilância da Água Mineral Natural em Estabelecimentos Termais;
Programa de Vigilância Sanitária de Recintos com Diversões Aquáticas;
Programa de Prevenção de Infecção por Vírus do Nilo Ocidental - Plano de Acção;
Programa de Gestão de Residuos Hospitalares;
Programa de Prevenção dos Efeitos na Saúde de Ondas de Calor;
Programa de Vigilância Sanitária da Qualidade da Água para Consumo Humano;
Programa de Vigilância Sanitária em Estabelecimentos de Talassoterapia;
- Programa de Vigilância da Qualidade da Água em Centros de Hemodiálise;
Programa de Vigilância Sanitária das Águas Balneares Marítimas e Interiores;
Programa de Águas Residuais;
Programa de Vigilância da Qualidade da Água no Aeroporto de Faro;
Programa de Prevenção da Doença dos Legionários;
Programa de Vigilância da Qualidade do Ar;
Programa de Vigilância de Cianobactérias;
Programa de Vigilância Sanitária de Piscinas Públicas e Semi-públicas;
Folheto Informativo do Ar;
Programa de Vigilância Sanitária de Água Mineral Natural;
Doença dos Legionários - Programa de Prevenção Estabelecimentos Hoteleiros;

Colheitas de Amostra

Como acontece todas as semanas, deixo aqui um guia de procedimentos de Colheita de Amostras criado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Técnicas de Colheita de Amostras 


Para além disso, deixo aqui alguns vídeos realizados pela ESTSL (Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa)que demonstra a técnica a efectuar para colheita de amostras de águas de piscinas, balneares e legionella.. 









Alimentação Saudável - Como comer ao longo do dia


No âmbito do Programa de Combate à Obesidade Infantil na Região do Algarve,  o Gabinete de Nutrição da ARS Algarve, IP coordenou a produção do videograma "Alimentação Saudável - como comer ao longo do dia", co-financiado pelo POCTEP 2007-2013 (com o apoio da União Europeia - FEDER), ao abrigo da Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal.
Este trabalho contou com a colaboração de diversas instituições, nomeadamente a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve e a Universidade do Algarve  (Escola Superior de Saúde e Instituto Superior de Engenharia), além de ter tido também a participação voluntária de algumas famílias.  Este audiovisual constitui um instrumento de educação alimentar,  destinado à população saudável em geral, o qual visa a promoção de hábitos alimentares saudáveis ao longo do ciclo de vida,  apresentando exemplos práticos sobre a construção das refeições ao longo do dia alimentar.


domingo, 13 de novembro de 2011

Semana I


No dia 7 de Novembro, iniciei uma nova etapa na minha licenciatura do curso de Saúde Ambiental, como referido, inicia-se o Estágio III. Este dia começou com uma reunião com a Dra. Filomena Viegas Fernandes, Coordenadora da Unidade de Saúde Publica e Delegada de Saúde do ACES Central, no Centro de Saúde de Faro. A reunião tinha como objectivo a apresentação dos Centros de Saúde constituintes do ACES Central, apresentar os Técnicos de Saúde Ambiental presentes, bem como uma noção geral do estágio.

Após as apresentações, desloquei-me com a TSA Carmelo ao Hospital de Faro a fim de fazermos colheita de amostras de água no Âmbito do Programa de Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano, na rede Interna do Hospital. Os pontos de colheita são previamente definidos, com o objetivo de ser feita análise Bacteriológica das amostras recolhidas. Após a colheita, as amostras foram entregues no Laboratório de Saúde Pública Dra. Laura Ayres. As colheitas de amostra de água são sempre de acordo as recomendações de técnica de colheita, elaborada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) de Lisboa.
No momento da colheita são efetuadas leituras do cloro residual livre, pH e temperatura e registados no Boletim de colheita. Os valores de cloro residual livre recomendados são entre 0,2mg/l e 0,6mg/l (há que ter em atenção quando os valores não correspondem aos recomendados, para se fazer uma avaliação das causas tais como: horas de maior consumo, possível avaria no sistema, rotura das condutas, etc.).

No dia seguinte, desloquei-me com a TSA Cármen ao CMRS - Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, em São Brás de Alportel com objetivo de efetuarmos colheita de amostras de água para análise Bacteriológica e Físico Química, ao abrigo do Programa de Controlo da Qualidade da Água de Piscinas Aquecidas com fins Terapêuticos. As colheitas carecem de cuidados muito específicos, porque todo o equipamento tem de ser esterilizado por dentro e por fora e assim todo o seu manuseamento deverá ser com todos os cuidados de assepsia. Também é muito importante as leituras do Cloro (cl) ou Bromo (br) residual livre, pH e temperatura, assim como verificar o número de pessoas na Piscina, para que com estes valores se possa ter uma noção dos resultados. Estes valores deverão ser registados nos boletins que acompanham as amostras. Muito Importante saber interpretar estes valores: o Cloro residual livre deverá ser entre 0,5mg/l e 2mg/l; o Bromo entre 1mg/ e 2mg/l e o pH ideal entre 7.2 e 7.6 e as temperaturas acima dos 30ºC são também responsáveis por um maior desenvolvimento de bactérias.

Na quarta-feira, desloquei-me conjuntamente com a TSA Rosário ao Centro de Desabituação de Marim, às Piscinas Municipais e a um Estabelecimento Hoteleiro do Concelho de Olhão, a fim de efetuarmos colheita de amostras de água no Âmbito do Programa de Vigilância da Doença dos Legionários. Como sempre, tive oportunidade de praticar a colheita de amostras de água para análise da doença dos legionários. Estas colheitas têm uma técnica diferente e são efetuadas no sistema de água quente. Faz-se a medição do Cloro residual livre e da temperatura. Posteriormente, as colheitas devidamente acondicionadas em mala térmica, de realçar que estas amostras não carecem de termoacumuladores, porque a água recolhida deverá ter uma temperatura superior a 50ºC e deverá manter-se dentro dos valores do momento da colheita. Estas amostras assim como todas as outras são entregues pelo TSA, no Laboratório de Saúde Pública Dra. Laura Ayres, num Intervalo máximo de 6:00horas entre a colheita e a entrega.

Na quinta-feira, a minha principal atividade foi a consulta de Legislação e Normas de apoio, às diversas colheitas de amostra de água, bem como de alimentos. Também tive oportunidade de ler o Programa de Proteção Civil da Câmara Municipal de Olhão e o Modelo de Ondas de Frio e Calor, entre outros documentos de interesse, que servem de base para as nossas atividades em Saúde Pública.

Na sexta-feira na companhia da TSA Rosário, deslocámo-nos à Escola Básica do 1.º Ciclo nº 4 de Olhão, para efetuarmos uma vistoria às instalações da Escola, nos termos da Segurança e Higiene Escolar. Posteriormente e com base na nossa avaliação, foi feito relatório para enviar ao Conselho Diretivo da Escola, assim como à Camara Municipal de Olhão, para conhecimento e devidos efeitos das anomalias apresentadas. Também com a TSA Rosário tive oportunidade de consultar toda a legislação que fundamenta estas vistorias.
Exceptuando a visita ao Centro Médico de Reabilitação do Sul (C.M.R.Sul), tive sempre a possibilidade de intervir nas colheitas de amostra de água, quer seja no Hospital de Faro, nas Piscinas ou mesmo na Escola. Sempre que é possível é-me dado a possibilidade de intervir no processo. Quando não há atividades no terreno, faço consulta de documentos de apoio, como por exemplo documentos internos de procedimentos de colheita de amostras de água para Consumo Humano, Legionella, Piscinas, Alimentos e Águas Balneares, assim como os critérios de Avaliação das Zonas Envolventes das Zonas Balneares, efetuada nos meses de Junho e Setembro.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Organização dos Recursos de Saúde do Algarve

A Região do Algarve conta com uma rede pública de cuidados primários, constituída por 3 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES): ACES Algarve I - CentralACES Algarve II - Barlavento, e ACES Algarve III - Sotavento, que englobam os 16 Centros de Saúde (CS), 68 Extensões de Saúde, Unidades de Saúde Familiar (USF) e restantes Unidades Funcionais, e que oferecem assistência integral e integrada ao longo do ciclo de vida através da prestação de cuidados de medicina geral e familiar e de enfermagem, quer em ambulatório quer no domicílio, e ainda serviços de saúde pública em múltiplas áreas.
Os Agrupamentos de Centros de Saúde, através das respectivas Unidades Funcionais, apoiam e participam em projectos comunitários, em programas de promoção da saúde em meio escolar e dispõem ainda de serviços, como preparação para o parto e pós-parto, apoio social, aconselhamento alimentar e nutricional e consultas de especialidades por indicação do médico de família.
Encontram-se em atividade 10 Unidades de Saúde Familiar (USF) integradas nos três Agrupamentos de Centros de Saúde do Algarve: USF Âncora (Olhão, 2006), USF Al-Gharb (Faro, 2007), USF Balsa (Tavira, 2007), USF Mirante (Olhão, 2008), USF Monchique (Monchique, 2008), USF Farol (Faro, 2009), USF Albufeira (Albufeira, 2009), USF Guadiana (Vila Real de Santo António/Castro Marim, 2009) USF Ria Formosa (Faro, 2010), USF Lauroé (Loulé, 2011).
Encontram-se em atividade 11 Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), integradas nos três Agrupamentos de Centros de Saúde do Algarve: a UCC de Faro, a UCC Infante em Lagos, a UCC Sto António de Arenilha em Vila Real de Sto António, a UCC Olhar + em Olhão, a UCC Alportellus em São Brás de Alportel, a UCC Talabriga em Tavira, a UCC Dunas em Portimão, a UCC Rio Arade em Silves, a UCC Gentes de Loulé, a UCC Al-Buhera em Albufeira e, a UCC D'Alagoa em Lagoa.
A rede pública de cuidados hospitalares do Algarve conta com dois Hospitais do Sector Empresarial do Estado (EPE), o Hospital de Faro, EPE , e o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE (que integrou o Hospital do Barlavento Algarvio e o Hospital de Lagos), dispondo ambos de 789 camas. Ambas as unidades hospitalares, dispõem de consulta, internamento, hospital de dia, hemodiálise e maternidade, para além de serviços de reabilitação e apoio ao diagnóstico. Estão integrados nas redes nacionais de referenciação hospitalar, dispondo de Serviços de Urgência para adultos, crianças e recém-nascidos, Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC), integrada na Via Verde do AVC, e Unidade de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM), integrada na Via Verde do EAM.


Em 2006 entrou em funcionamento, em regime de parceria público/privado, uma nova unidade de saúde – Centro de Medicina de Reabilitação do Sul (CMRSul) – com uma lotação de internamento de 54 camas em São Brás de Alportel, vocacionada para o tratamento e recuperação das consequências motoras de acidentes, lesões medulares, traumatismos crâneo-encefálicos, acidentes vasculares cerebrais e outras patologias do foro neurológico, reumatológico, ortopédico, cardiovascular e pneumológico.