Esta semana começa, como complemento da semana anterior, ou seja, continuação das Vistorias às Clínicas Dentárias. A equipa é constituída pela TSA Rosário e a Higienista Oral Graça. Deslocámo-nos à Fuzeta, Moncarapacho e à Cidade de Olhão, porque faltavam ser vistoriadas, duas em Moncarapacho, uma na Fuzeta e outra na Cidade de Olhão. No caso das Clínicas de Moncarapacho, numa delas apenas faltava a planta de emergência e a campainha de alarme nas instalações sanitárias para deficientes e o respectivo fio ligado ao interruptor da luz. Na outra não havia os documentos relacionados com a Clínica, uns não existiam efetivamente outros estavam na Sede da Clínica, situada em Olhão, para além disso, esta Clínica dispunha de uma ventilação incorreta, ou seja, o ar que vinha do aspirador utilizado pelo Médico Dentista, estava a ser encaminhado para uma calha com ligação directa ao sistema de ventilação do estabelecimento, em vez de possuir extracção directa para o exterior, nesta clínica existe apenas uma instalação sanitária que já se encontra adaptada para deficientes, necessitava apenas do fio de alarme ligado ao interruptor da luz, na Sala de esterilização/desinfecção necessitava de uma bancada de trabalho em material resistente, lavável e de fácil desinfecção.
Na Clínica da Fuzeta, apenas faltava alguma documentação, a Licença de Utilização para Comércio, da Câmara Municipal, para uso de Comercio e a licença de funcionamento no âmbito da segurança radiológica. Na Clínica de Olhão, havia a necessidade de colocar uma porta para dividir a zona de Esterilização e o Consultório.
No dia seguinte, efetuamos mais duas vistorias, ambas na cidade de Olhão, numa delas, tinha corrigido a maioria das anomalias impostas, apenas faltava o fio de ligação da campainha de emergência na instalação sanitária de deficientes ligados ao interruptor da luz. Na outra Clínica alegaram que não tinham recebido o relatório da última vistoria a enumerar as não conformidades, portanto não haviam quaisquer correcções efectuadas para serem observadas, desta forma foi dado o prazo de um mês para procederem às alterações, anteriormente evidenciadas.
Da parte da tarde, com a TSA Rosário deslocamo-nos ao CMRS, em S. Brás de Alportel, a fim de efectuarmos colheitas de amostra de água para análise Bacteriológica e Físico-química da Piscina de Reabilitação. Nesta actividade dividimos as tarefas, a TSA Rosário fez as colheitas e eu fiz as medições do Cloro residual livre (1,93mg/l), do pH (7,3) e da Temperatura (33ºC). Após as colheitas, as amostras foram entregues por nós, no Laboratório de Saúde Publica, onde depois seguiram para Lisboa, para o INSA - Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, porque o nosso Laboratório de Saúde Pública encontra-se em obras de reparação (substituição do pavimento).
No dia seguinte, desloquei-me a Faro, com o objetivo de efetuar uma vistoria de Licenciamento de uma Clínica de Saúde Ocupacional, conjuntamente com o Dr. João Camacho (Delegado Regional de Saúde Adjunto) do Departamento de Saúde Pública da ARS Algarve), com a TSA Alexandra e o TSA Carlos Lopes. Nesta Vistoria estavam também presentes quatro elementos da ACT – Autoridade das Condições do Trabalho. A vistoria, efectuada à Associação de Cuidados de Saúde da Portugal Telecom (ACS), refere-se ao facto desta instituição prestar serviços externos, ou seja, já prestava cuidados de saúde a pessoas externas à PT, nesse sentido é necessário possuir licenciamento em Saúde Ocupacional. Durante a Vistoria foram encontradas algumas inconformidades:
- Ausência de um corrimão na rampa de acesso às pessoas com mobilidade reduzida;
- Incorreto interruptor de Emergência na instalação sanitária de deficientes;
- Ausência de uma válvula para o esgoto no termoacumulador;
- Não existência do certificado de instalação do termoacumulador;
- Verificar o contrato de uma Médica de Medicina Geral.
Aquando da correcção das inconformidades serão comunicadas ao Departamento de Saúde Pública, para uma nova visita a fim de se verificar o cumprimento das mesmas. Quando tudo estiver em conformidade, dará lugar à continuidade dos procedimentos de Licenciamento.
Na semana anterior tive o privilégio de observar e praticar os procedimentos de uma Armadilha para apanha de Mosquitos. Na sequência deste Programa, pude deslocar-me com as TSA Cármen, Carmelo, Sara e Rosário, para efectuar uma “Calada”, com o objectivo de efectuar recolha de Larvas de Mosquitos em águas paradas com o uso de um Caço. O ciclo de vida dos Mosquitos é constituído por uma fase aquática – Ovos, Larva e Pupa e uma fase aérea correspondente ao Mosquito Adulto.
A presença de água é fundamental para a existência de mosquitos, uma vez que é o meio pelo qual se completa o seu Ciclo Evolutivo. Outro facto decisivo é a temperatura, em que, de uma forma geral, o intervalo entre os 25 °C e os 30 °C corresponde ao desenvolvimento mais rápido e ao maior número de descendentes, pelo que a população tende a aumentar nas épocas de Primavera e Verão. As Larvas de Mosquito não sobrevivem a temperaturas entre os 5 °C e os 8 °C.
Num outro dia pude conjuntamente com a TSA Cármen e a Higienista-Oral Vânia, efectuar vistorias a três Clínicas no Concelho de Faro. Uma em Sta Bárbara de Nexe, outra em Estói e outra na Cidade de Faro. Em todas as Clínicas esta foi a primeira Vistoria, assim foram encontradas várias inconformidades, que a seguir descrevo:
- O Transporte dos utensílios até ao local de esterilização é feito em compartimentos abertos;
- Documentos em falta, tais como: Seguro, Carta de Direitos e Deveres dos Utentes, Licença de funcionamento da Câmara Municipal de Faro;
- Em duas Clínicas não existia Rampas de Acesso para pessoas com mobilidade reduzida, nem Instalações Sanitárias para deficientes;
- Numa Clínica, o fio de alarme na Instalação Sanitária para deficientes não estava a funcionar corretamente;
- A Ventilação do Compressor numa das Clínicas, era feito para o interior da Sala de esterilização, a ventilação resultante do aspirador é encaminhada para debaixo da bancada de esterilização;
- Numa Clínica não havia separação física entre a zona suja e a zona limpa, na sala de esterilização;
Em todas as Clínicas não havia um correto local para armazenamento de resíduos.




