quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Semana VII

Esta semana inicia-se com o preenchimento do Mapa de Atividades, efetuadas no Serviço de Saúde Pública, no Concelho de Olhão, durante o ano de 2011. Neste Mapa são colocadas todas as informações em termos quantitativos das atividades realizadas em cada Concelho, posteriormente todas as atividades do Agrupamento do ACES Central ou seja dos 5 Concelhos: Albufeira, Faro, Loulé, Olhão e São Brás de Alportel, serão alvo de uma avaliação em termos estatísticos, que servirá de base para manter ou melhorar algumas das atividades já implementadas no Serviço de Saúde Pública.
Neste Mapa, são registadas todas as atividades do Serviço de Saúde Pública. Das muitas tarefas executadas, descrevo como exemplo o caso das colheitas de amostra de água e de alimentos, em que se descreve quantos pontos de colheita existem, número de colheitas efetuadas, assim como o número de análises conforme e o número de análises não conforme. Estes dados serão devidamente tratados estatisticamente e servirão para uma melhor avaliação que é muito importante para uma melhor interpretação da evolução das nossas atividades em termos de Educação para a Saúde. Existem inúmeras atividades, com Programas de Vigilância Sanitária, elaborados pelo Serviço de Saúde Pública, quer a nível Nacional, Regional ou Concelhio. Muitos dos Programas já foram referidos na minha participação ativa, com os meus colegas do ACES Central, da ARS Algarve, onde estou a fazer o meu Estágio.

No dia seguinte, conjuntamente com a TSA Rosário deslocámo-nos à Escola Básica do 2º e 3º Ciclo de Moncarapacho, a fim de verificarmos as Condições de Higiene e Segurança, no âmbito do Programa de Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde nos Estabelecimentos de Educação e Ensino. Este estabelecimento apresentava boas condições de Segurança e de Higiene.  Após a Vistoria, efetuámos o relatório correspondente, bem como os ofícios para serem enviados à Câmara Municipal de Olhão e ao Diretor Executivo da Escola.

No dia seguinte, da parte da manhã conjuntamente com a TSA Rosário e a Higienista Oral Graça, vistoriámos algumas Clínicas do Concelho de Olhão. Estas Vistorias são 2ª e 3ªs Vistorias, porque já tinham sido efetuadas outras anteriormente e apontadas não conformidades, assim, a nossa visita foi com o objetivo de verificar se as respetivas não conformidades tinham sido corrigidas. Na maior parte das clínicas só tinham alterado alguns dos pontos verificados, sendo que as não conformidades mais vezes encontradas, são a não existência de alarme nas instalações sanitárias para deficientes, a incorreta ventilação nas instalações sanitárias, e a não existência de documentos relacionados com a Clínica.

Na parte da tarde, deslocámo-nos ao Departamento de Saúde Pública da ARS Algarve, em Faro, a fim de conhecer o Equipamento e alguns procedimentos da instalação/colocação de Armadilhas, para apanha de mosquitos para pesquisa e identificação de algumas estirpes existentes no Algarve. Pude efetuar a montagem da Armadilha, não foi possível efetuar como trabalho de campo, uma vez que não é a altura para a captura, porque estas são efetuadas nos meses de Maio a Outubro, como se pode verificar no “Programa de Prevenção de Doenças por Artrópodes 2011- Mosquitos” que está disponível no Blogue.






A vigilância de vetores adultos e da atividade viral implicam a colheita de espécimenes adultos, em armadilhas específicas para o efeito (normalizadas pelo CDC). No sentido de potenciar o sucesso das colheitas, as armadilhas estão equipadas com lâmpadas e ventoinha de sucção e colocam-se nas armadilhas iscos de gelo seco (CO2 em estado sólido – anidrido carbónico). As armadilhas são montadas em cada local ao fim da tarde e recolhidas de manhã, pelos Assistentes Operacionais do extinto serviço de luta antissezonática e pelos Técnicos de Saúde Ambiental. Até envio dos insetos para o Centro de Estudo de Vectores e Doenças Infecciosas (CEVDI) do INSA, onde serão analisados laboratorialmente, estes são acondicionados vivos à temperatura de refrigeração, no sentido de reduzir a sua atividade e metabolismo.








No outro dia, procedemos a mais uma avaliação de um Colégio, no Âmbito do Programa “Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde nos Estabelecimentos de Educação e Ensino”. O Colégio tem o nome “Bernardette Romeira”. Este Colégio é privado, mas consideramos importante fazer também a avaliação, porque os Estabelecimentos Privados também carecem de cuidados de Saúde Pública, porque, é a saúde dos Alunos e dos Profissionais que está em causa. Quando há problemas, é sempre a Saúde Pública que é chamada para verificar as anomalias. Nesta visita encontrámos algumas não conformidades, como por exemplo as redes das Balizas encontravam-se degradadas, a Instalação Sanitária para deficientes estava sem equipamento de secagem individual de mãos, nem possuía sabonete líquido para a lavagem de mãos e não tinha o sistema de alarme. Também havia uma não conformidade mais grave, que era a utilização de uma garrafa de água para conter detergente. No Laboratório não havia material de primeiros Socorros, nem indicação de procedimentos em caso de Emergência. É de salientar que as instalações deste Colégio são as que apresentam melhores condições de Higiene e Segurança, em comparação com as outras já avaliadas.






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Plano de Contingência para as Temperaturas Extremas Adversas «Módulo frio» da ARS Algarve IP de 15 de novembro a 31 de março de 2012

A Administração Regional de Saúde do Algarve IP, através do seu Departamento de Saúde Pública e após proposta da Direção-Geral da Saúde, ativou a 15 de novembro de 2011 o projeto-piloto «Módulo Frio» do Plano de Contingência, com vista a emitir alertas sempre que as temperaturas registadas e previstas coloquem em risco a saúde da população.

Sabe-se que o impacto negativo na saúde da exposição a temperaturas baixas depende de vários factores como o nível de exposição, a dimensão e estrutura da população exposta, a sua sensibilidade, a preparação dos serviços de saúde e de medidas de prevenção adoptadas.

Assim, com a ativação do «Módulo Frio»a ARS Algarve IP, ao divulgar recomendações com medidas de prevenção e proteção, e através do reforço da prestação dos cuidados de Saúde, pretende obter ganhos na saúde, minimizando os efeitos negativos do frio na população Algarvia.

Entre 15 de Novembro a 31 de Março, é emitido, diariamente, o Nível de Alerta para o dia seguinte, e em situação de risco acrescido serão comunicados aos serviços de saúde, às entidades com responsabilidade na proteção da população, instituições de apoio e acolhimento de idosos e crianças até aos cinco anos de idade, autarquias, freguesias, unidades hoteleiras, entre outros.

Estão definidos três níveis de alerta, o Verde, o Amarelo e o Vermelho com os respectivos significados:
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Semana VI

Esta semana inicia-se com a deslocação à Escola Básica do 2º e 3º Ciclo Dr. Alberto Iria, em Olhão, para efetuarmos uma vistoria às instalações da Escola, nos termos da Segurança e Higiene Escolar. Posteriormente e com base na nossa avaliação, foi feito relatório para enviar ao Conselho Diretivo da Escola, assim como à Câmara Municipal de Olhão, para conhecimento e devidos efeitos das anomalias apresentadas.
De seguida deslocamo-nos a uma habitação também na localidade de Olhão, devido a uma queixa efetuada devido a acumulação de resíduos no interior da mesma, e falta de higiene dos proprietários, mas os mesmos não estavam em casa, por isso não foi possível vistoriar a habitação, para verificar a veracidade da queixa.
No dia seguinte, desloquei-me a S. Brás de Alportel, com a TSA Rosário para efectuar colheita de amostras de água no C.M.R.Sul, no âmbito do Programa de Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano e Programa de Vigilância da Qualidade da Água de Piscinas Públicas e Piscinas Semi-públicas. As colheitas de amostra de água para Consumo Humano foram efectuadas em quatro pontos: na Central de pressurização, nas Instalações Sanitárias da Área Administrativa e na Cozinha do Refeitório. Estas colheitas de amostra de água foram para análise Bacteriológica e Físico-Química. Na Piscina do Centro de Medicina Física e de Reabilitação foi feita uma colheita à superfície e outra em profundidade, mediu-se o Cloro residual livre, o pH e a Temperatura, estes parâmetros são muito importantes, para se avaliar a qualidade da água da Piscina no momento da colheita. Todos estes dados são registados no boletim de colheita, que acompanha as amostras, para ser entregue pelo TSA no Laboratório de Saúde Pública.
A segunda atividade ocorreu nas Piscinas Municipais de S. Brás de Alportel, onde foram feitas colheitas de amostra de água para análise Bacteriológica e Físico-química, nas Piscinas de Competição e de Aprendizagem. Em todos os pontos de colheita, foi medido o Cloro residual livre, o pH bem como a temperatura da água.
De acordo com um Protocolo existente entre a ARS Algarve e o Centro Médico de Reabilitação do Sul, para prestação de serviços do Controlo da Qualidade da Água da Rede Interna do Edifício, nomeadamente Análises da água para Consumo Humano, Doença do Legionário e da Piscina de Tratamentos de Fisioterapia. Esta prestação de serviços implica várias deslocações ao C.M.R.Sul durante o mês.
No Controlo da Doença do Legionário são feitas mensalmente 4 colheitas de amostra de água na rede de água quente, para pesquisa e identificação da Doença do Legionário: Na Central de Pressurização na torneira de Retorno da Água Sanitária, no Banho Assistido 1, no Banho Assistido 2 aos Pacientes e na Sala de Tratamento dos membros inferiores, na Tina de Turbilhão. No momento da colheita foi feito um esfregaço com zaragatoa em cada local e colocado num tubo de ensaio com um pouco de água para posterior análise no Laboratório de Saúde Pública. Para além das colheitas foi feita a medição do Cloro residual livre e da temperatura. A temperatura da água deverá estar sempre acima dos 50ºC e o Cloro residual livre entre 0,5mg/l e 1mg/l.
No Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano, da rede Interna do Edifício, são feitas 3 colheitas mensais para Análise Bacteriológica e Físico-Química. Os pontos são previamente definidos e são os seguintes: Cozinha do Refeitório, na Central de Pressurização e numa Instalação Sanitária da Área Administrativa. Em todos os pontos se faz leitura do Cloro residual livre, pH e Temperatura, que é sempre registado no boletim de colheita, que acompanha as amostras para o Laboratório de Saúde Pública. No Controlo da Qualidade da Água da Piscina, tem colheitas de amostra de água semanais. Estas colheitas são alternadamente, Bacteriológica e Bacteriológica e Físico-química. Em todas as colheitas é feita a medição do Cloro residual livre, do pH e da temperatura e o seu registo no boletim de colheita de amostra, que acompanha sempre as amostras até ao Laboratório de Saúde Pública.



Instituto Português da Qualidade | Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento
Comissão Sectorial para Água (CS/04) - PREVENÇÃO E CONTROLO DE LEGIONELLA NOS SISTEMAS DE ÁGUAhttp://www.ipq.pt/backFiles/PrevencaoControloLegionella.pdf

Documentos e Programas

Para além do estágio propriamente dito, é-me dado a possibilidade de consultar documentos internos, como por exemplo:

- Programa de Prevenção de Doenças por Artrópodes 2011- Carraças e Mosquitos;
- Plano de Contingência para as Temperaturas Extremas Adversas;
- Execução do Programa de Vigilância Sanitária das Zonas Balneares Interiores;
- Execução do Programa de Vigilância Sanitária das Zonas Balneares Costeiras e de Transição;
- Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Olhão.

Estes são alguns dos exemplos que poderão consultar no link que disponibilizo aqui, havendo mais documentos afectos às actividades desenvolvidas no Serviço de Saúde Pública. 

Podem apenas consultar e não fazer o download, deixo também a listagem dos documentos passiveis de consulta.