No dia 7 de Novembro, iniciei uma nova etapa na minha licenciatura do curso de Saúde Ambiental, como referido, inicia-se o Estágio III. Este dia começou com uma reunião com a Dra. Filomena Viegas Fernandes, Coordenadora da Unidade de Saúde Publica e Delegada de Saúde do ACES Central, no Centro de Saúde de Faro. A reunião tinha como objectivo a apresentação dos Centros de Saúde constituintes do ACES Central, apresentar os Técnicos de Saúde Ambiental presentes, bem como uma noção geral do estágio.
Após as apresentações, desloquei-me com a TSA Carmelo ao Hospital de Faro a fim de fazermos colheita de amostras de água no Âmbito do Programa de Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano, na rede Interna do Hospital. Os pontos de colheita são previamente definidos, com o objetivo de ser feita análise Bacteriológica das amostras recolhidas. Após a colheita, as amostras foram entregues no Laboratório de Saúde Pública Dra. Laura Ayres. As colheitas de amostra de água são sempre de acordo as recomendações de técnica de colheita, elaborada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) de Lisboa.
No momento da colheita são efetuadas leituras do cloro residual livre, pH e temperatura e registados no Boletim de colheita. Os valores de cloro residual livre recomendados são entre 0,2mg/l e 0,6mg/l (há que ter em atenção quando os valores não correspondem aos recomendados, para se fazer uma avaliação das causas tais como: horas de maior consumo, possível avaria no sistema, rotura das condutas, etc.).
No dia seguinte, desloquei-me com a TSA Cármen ao CMRS - Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, em São Brás de Alportel com objetivo de efetuarmos colheita de amostras de água para análise Bacteriológica e Físico Química, ao abrigo do Programa de Controlo da Qualidade da Água de Piscinas Aquecidas com fins Terapêuticos. As colheitas carecem de cuidados muito específicos, porque todo o equipamento tem de ser esterilizado por dentro e por fora e assim todo o seu manuseamento deverá ser com todos os cuidados de assepsia. Também é muito importante as leituras do Cloro (cl) ou Bromo (br) residual livre, pH e temperatura, assim como verificar o número de pessoas na Piscina, para que com estes valores se possa ter uma noção dos resultados. Estes valores deverão ser registados nos boletins que acompanham as amostras. Muito Importante saber interpretar estes valores: o Cloro residual livre deverá ser entre 0,5mg/l e 2mg/l; o Bromo entre 1mg/ e 2mg/l e o pH ideal entre 7.2 e 7.6 e as temperaturas acima dos 30ºC são também responsáveis por um maior desenvolvimento de bactérias.
Na quarta-feira, desloquei-me conjuntamente com a TSA Rosário ao Centro de Desabituação de Marim, às Piscinas Municipais e a um Estabelecimento Hoteleiro do Concelho de Olhão, a fim de efetuarmos colheita de amostras de água no Âmbito do Programa de Vigilância da Doença dos Legionários. Como sempre, tive oportunidade de praticar a colheita de amostras de água para análise da doença dos legionários. Estas colheitas têm uma técnica diferente e são efetuadas no sistema de água quente. Faz-se a medição do Cloro residual livre e da temperatura. Posteriormente, as colheitas devidamente acondicionadas em mala térmica, de realçar que estas amostras não carecem de termoacumuladores, porque a água recolhida deverá ter uma temperatura superior a 50ºC e deverá manter-se dentro dos valores do momento da colheita. Estas amostras assim como todas as outras são entregues pelo TSA, no Laboratório de Saúde Pública Dra. Laura Ayres, num Intervalo máximo de 6:00horas entre a colheita e a entrega.
Na quinta-feira, a minha principal atividade foi a consulta de Legislação e Normas de apoio, às diversas colheitas de amostra de água, bem como de alimentos. Também tive oportunidade de ler o Programa de Proteção Civil da Câmara Municipal de Olhão e o Modelo de Ondas de Frio e Calor, entre outros documentos de interesse, que servem de base para as nossas atividades em Saúde Pública.
Na sexta-feira na companhia da TSA Rosário, deslocámo-nos à Escola Básica do 1.º Ciclo nº 4 de Olhão, para efetuarmos uma vistoria às instalações da Escola, nos termos da Segurança e Higiene Escolar. Posteriormente e com base na nossa avaliação, foi feito relatório para enviar ao Conselho Diretivo da Escola, assim como à Camara Municipal de Olhão, para conhecimento e devidos efeitos das anomalias apresentadas. Também com a TSA Rosário tive oportunidade de consultar toda a legislação que fundamenta estas vistorias.
Exceptuando a visita ao Centro Médico de Reabilitação do Sul (C.M.R.Sul), tive sempre a possibilidade de intervir nas colheitas de amostra de água, quer seja no Hospital de Faro, nas Piscinas ou mesmo na Escola. Sempre que é possível é-me dado a possibilidade de intervir no processo. Quando não há atividades no terreno, faço consulta de documentos de apoio, como por exemplo documentos internos de procedimentos de colheita de amostras de água para Consumo Humano, Legionella, Piscinas, Alimentos e Águas Balneares, assim como os critérios de Avaliação das Zonas Envolventes das Zonas Balneares, efetuada nos meses de Junho e Setembro.
CMRSul: http://cmrsul.gpsaude.pt/gpscmr
Sede do ACES do Algarve I - Central (Faro): http://www.arsalgarve.min-saude.pt/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1523&Itemid=183&lang=pt
Regime da qualidade da água destinada ao consumo humano: http://dre.pt/pdf1s/2007/08/16400/0574705765.pdf